Equidade avança 13/06/2017


Após 16 anos, o time de operadores da usina hidrelétrica de Itaipu ganhou o reforço da segunda mulher de sua história e a primeira paraguaia. Katherine Gisselle Kennedy Peña começou em maço a fase de treinamento para a função, juntamente com outros 21 colegas – 14 paraguaios e sete brasileiros.

Katherine ingressa em uma área predominantemente masculina, com cerca de 120 profissionais, mas não exclusiva dos homens. Em 2001, a brasileira Elisiane Schossler de Brites foi a pioneira.

Recém-chegada à empresa, a colega paraguaia começa a traçar o mesmo caminho. Natural de Assunção, com 24 anos e formação em Eletromecânica e Engenharia Elétrica, Katherine conquistou a vaga após prestar processo seletivo externo no país vizinho.

“Agora temos equidade de gênero de forma binacional”, comentou o superintendente de Operação, Celso Torino. “Estamos muito felizes em avançar nessa questão. Faz muito bem para a empresa”, completou.

A novata disse que não prevê dificuldades pelo fato de ser mulher – muito pelo contrário. “Fui muito bem recebida, o grupo é muito bom, e também espero pegar algumas dicas com a minha colega Elisiane”, adiantou.


Treinamento

Um dos coordenadores do treinamento, o operador Luciano do Amaral Martins explicou que a primeira fase do trabalho durou de 27 de março a 3 de maio. Nesse período, os novatos passaram por treinamentos intensivos dentro da própria usina, com atividades práticas e teóricas.

Em seguida, passarão mais quatro meses na usina de Furnas, em São José da Barra (MG), para fazer o Curso de Treinamento Básico (CTB) de Operador de Usina Hidrelétrica e Subestação, um dos mais tradicionais do setor elétrico brasileiro.

No total, de acordo com Luciano, serão cerca de 800 horas de treinamento. Depois, ainda passarão por um rodízio em todas as áreas da Operação, antes de assumir de fato suas funções. “Mesmo depois disso, os mais novos ainda terão de acompanhar os veteranos nas atividades diárias. Sempre estarão acompanhados”, indicou.

Segundo ele, o cuidado com a formação do grupo é justificado pela importância que Itaipu tem para o Brasil e o Paraguai. “Se o pessoal for para campo sem treinamento suficiente, o impacto para os dois países é muito grande. Por isso, não podemos arriscar. A gente treina o tempo que for necessário e isso nunca acaba. Eu tenho 28 anos de usina e treino todos os meses.”

O gerente do Departamento de Operação da Usina e Subestações, Silver Gustavo Guerrero Ramirez, lembra que entre 40 e 50 milhões de pessoas no Brasil e outras 6 milhões no Paraguai dependem da energia produzida por Itaipu e do trabalho dos operadores. Por isso, o setor não para – são 24 horas por dia, 365 dias por ano.

“Temos uma responsabilidade imensa”, disse, lembrando que “o melhor que pode acontecer é estarmos preparados para o pior”. “O treinamento é importante para que existam equalizações de conhecimento, pelas características de Itaipu, e também para conseguir uma maior conexão entre os companheiros. É importante ter confiança e encontrar um suporte nos companheiros.”


Pessoas em primeiro lugar

Na mensagem aos novos operadores, Celso Torino destacou que o modelo de gestão de Itaipu contempla, em primeiro lugar, a segurança das pessoas; em seguida, a segurança das instalações e dos equipamentos. “Em terceiro lugar vem a produção de energia. O que significa que queremos produzir energia, mas com sustentabilidade”, salientou, citando as duas principais marcas de Itaipu: o recorde mundial de 2016, quando a empresa produziu 103 milhões de MWh, e a produção acumulada desde 1984 – que deve chegar a 2,5 bilhões de MWh no mês de novembro.

O superintendente falou também da importância de manter um bom relacionamento entre os colegas, dentro e fora da Operação. Segundo ele, as amizades que começam a se formar nesta fase inicial da carreira, especialmente entre brasileiros e paraguaios, são um patrimônio que será levado para toda a vida. “A binacionalidade é um grande aprendizado, fiquem atentos à construção de relações.”

Com pouco tempo de casa, o operador Roberson Luiz Martins da Cruz já percebeu esse bom entrosamento. Natural de Foz do Iguaçu, formado em técnico em Eletromecânica e Engenharia, ele foi estagiário na empresa, em 2011. Desde então, sempre alimentou o sonho de trabalhar na Itaipu. “Estou gostando muito, principalmente do pessoal [veterano], que é bastante atencioso para ensinar. A acolhida na empresa foi muito boa.”

Mesma impressão teve a novata Katherine, que elogiou o esforço da equipe em dar o melhor treinamento possível aos novos operadores. “Temos que saber e estar bem preparados. Porque a gente aprende mais no dia a dia, mas há que se ter uma base. A teoria é tão importante quanto a prática.”


Divisão de Imprensa | Itaipu Binacional


FAÇA JÁ SUA INSCRIÇÃO

NOVA INSCRIÇÃO

Patrocínio Diamante

Patrocínio Platina

Patrocínio Ouro

Patrocínio Prata

Patrocínio Bronze

Patrocínio Standard