Itaipu bate recorde 13/06/2017


A usina hidrelétrica de Itaipu fechou 2016 com uma produção histórica de 103.098.366 de megawatts-hora (MWh) e estabeleceu uma nova marca mundial. O recorde anterior pertencia à chinesa Três Gargantas, que produziu 98,8 milhões de MWh em 2014.

Nos doze meses de 2016, Itaipu teve recorde de geração em sete: melhores janeiro, fevereiro, maio, junho, outubro, novembro e também dezembro. Já abril, julho, agosto e setembro ficaram em segunda posição no ranking mensal histórico, enquanto março ficou em terceiro lugar.

Com desempenho espetacular dia após dia, já no começo do ano se acenava a possibilidade de romper em 2016 a barreira inédita dos 100 milhões de MWh. Só não se sabia que esse valor seria superado em mais de 3 milhões de MWh – e em mais de 28 milhões de MWh a energia garantida de 75 milhões de MWh prevista no Tratado que deu origem à binacional.

Os 103,1 milhões de MWh gerados por Itaipu seriam suficiente para atender o Brasil por dois meses e 18 dias; o Paraguai por sete anos e três meses; a região Sudeste do Brasil por cinco meses; a cidade de São Paulo por três anos e cinco meses; a cidade do Rio de Janeiro por cinco anos e oito meses; ou ainda a cidade de Salvador por 26 anos e seis meses. A América Latina inteira seria suprida com eletricidade por 35 dias.

Menos energia cara

O aumento da produção de Itaipu impulsionou em 2016 a participação das hidrelétricas no parque gerador nacional. Com a maior utilização de energia hídrica, que é mais limpa e barata, o acionamento das termoelétricas foi reduzido. Outro aspecto positivo é o aumento do valor do repasse dos royalties, que ficará em torno de 15%. De 1985 até 2013, a empresa pagou cerca de US$ 10 bilhões em royalties ao Brasil e ao Paraguai.

O pagamento pela exploração da água para a geração de energia está previsto no Anexo C do Tratado de Itaipu. No lado brasileiro, os recursos beneficiam 16 municípios, sendo 15 no Estado do Paraná e um no Mato Grosso do Sul. Os royalties são aplicados na melhoria da qualidade de vida da população, nas áreas de educação, saúde, moradia e saneamento básico.

Como Itaipu chegou aos 103 milhões de MWh?

Segundo o superintendente de Operação, Celso Torino, não há uma resposta simples para essa pergunta. “É uma soma de ações que vêm sendo adotadas por pessoas capacitadas que estão ou estiveram na Itaipu desde seu início. Um aperfeiçoamento natural e acumulativo dos cuidados com as pessoas, com o meio ambiente, com a barragem, com as instalações e, finalmente, com o nosso propósito comum e binacional, que é a otimização sistemática da produtividade e da produção de energia para o Brasil e Paraguai”.
 
Outro destaque de Itaipu nos últimos anos tem sido o desempenho operacional (que mede a produção obtida e a produção máxima ideal). O índice em 2016 foi de 96,2%. Isto é, muito próximo do ideal. Segundo Torino, padrão tão elevado de produtividade somente foi possível com um altíssimo nível de competência e integração dos profissionais da empresa, em especial da área técnica, assim como na gestão da produção e do suprimento com os parceiros brasileiros Eletrobras, Furnas, Copel e ONS e paraguaio Ande.

Divisão de Imprensa | Itaipu Binacional

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